Histórias dos nossos VWs - 13

"Carrinho de pipoca..."
Autor: Luiz Quibão Jr.
História publicada no Grupo Yahoo - Buteco Galaxie

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Como toda boa cidade do interior Capivari tem uma praça muito bonita e nela não poderia faltar o carrinho de pipoca!

Mas a pipoca daqui tem seus diferenciais, temos a de macarrão doce e a salgada, alem da de canjica salgada.

Da tradicional nem vou falar hehehehehe, mas as de macarrão são demais.

Ir á praça comer a pipoca do Seu João é uma boa opção de laser onde podemos “tomar uma fresca” e até “botar a prosa em ordem” com os amigos, alias modéstia á parte, Rafard e Capivari têm um povo acolhedor, tipo de cidades do interior e o seu João com toda simpatia atende os clientes no mesmo local desde que me conheço por gente, e olha que faz tempo!

Eu tive o privilegio de ser um dos poucos felizardos á conhecerem a receita do seu famoso molho de pipoca, que não revelarei nem sobe tortura, pois não trairia a confiança de um amigo!

Olha não tem coisa melhor que pegar um carro antigo em uma noite de verão e ir com a família devorar umas pipocas numa das mais belas praças da região.

À hora passa sem percebermos, chega um amigo bate um papo sai este e chega outro, e assim vai, alias tenho de recordação uma foto com amigos que vieram para o encontro de carros antigos aqui em Rafard e depois fomos á praça comer “direto na fonte”, pois o melhor é ela quentinha saindo co carrinho.

Eles já conheciam, mas não “direto da fonte”, pois como chamavam o Mankinho (Karmann Ghia 64) de carrinho de pipoca decidi levar á São Caetano um saco da doce e outra da salgada, alem da tradicional buzina de pipoqueiro os saquinhos a concha e o molho.

Imagina o Mankinho junto aos Galaxies no evento, ele até sumia e realmente parecia carrinho de pipoca.

Um dos organizadores do evento cada pouco vinha até a barraca do Galaxie Clube do Brasil pegar um saquinho de pipoca, mas o que mais marcou é que o pessoal brinca que Rafard não existe e eu que inventei, colam adesivos nas placas de meus carros escritas Capivari, brincadeira essa que não vejo desmerecer a cidade que eu nasci e amo, pois eles cada pouco estão aportando por aqui, mas esta é outra historia que um dia gostarei de escrever com mais detalhes. Voltando ao fato marcante, quando estava sem adesivo na placa, um rapaz passa e olha a placa do Mankinho e fala que só por ser de Rafard o carro merecia um premio.

Não resisti e perguntei você conhece Rafard?

Ele responde que morou em Rafard na fazenda Itapeva, daí era muita coincidência, pois eu vivi minha infância lá e é de onde tenho as lembranças da “Kombi do super homem” e do armazém da fazenda onde vivemos.

Puxando a “arvore genealógica” dele descobri que ele é de família que conhecemos muito e nos final dos anos 60 mudaram á São Caetano pra tentar a sorte.

A Casa dele era uma espécie de “consulado Rafardense” como o Ceolin que é natural de São Caetano chamou depois que falei que o pessoal de Rafard ia pra lá e antes de achar um lugar pra morar e ter condições de arcar com alojamento ficava com eles.

Bom não preciso falar que ajudei a matar um pouco da saudade provando a pipoca que havia levado.

São historias que vivemos com nossos filhos de lata e espero um dia levar meus netos comer a pipoca na praça á bordo de um carro antigo e que nunca deixe de existir um carrinho de pipoca na praça!

Rafard

17 de março de 2011 00h26min